quinta-feira, 3 de março de 2011

Desabafo



Por
Miriam Pereira
(Educadora e Colaboradora do Projeto aqui no blog)


A inteligência constrói-se pela ação; por isso, o professor deve ser um estimulador de interesses, um despertador de curiosidade, um evocador de necessidades intelectuais do aluno, pois o mesmo busca constantemente criar, sustentar, produzir e fortalecer e entende que buscar o seu conhecimento deve ser algo prazeroso, como percebemos na própria origem da palavra “ESCOLA” que originou-se do grego skhole que significava lazer.

Mas como fazer que esse lazer torne-se algo interessante? Em primeiro lugar devemos entender que “EDUCAÇÃO”é do latim educere (Pronuncia-se [edúcere]), de e(x), "para fora" e ducere (Pronuncia-se [dúcere]), "conduzir”, e por isso devemos conduzir os alunos a criar condições de aprendizagem e que isso acabe se tornando interessante.

O professor do século XXI necessita entender que não adianta encher os alunos de conteúdo se o mesmo não perceber qual utilidade isso terá para a sua vida.

O aluno de hoje percebe que em determinadas situações os mecanismos utilizados em sala de aula são ultrapassados e que é muito mais interessante conversar sobre o capitulo da novela das 9hs, que não lhe obriga a pensar do que prestar atenção na explanação sobre determinada obra filosófica que lhe abrirá vários leques de interpretação, fazendo com que o mesmo pense e construa a sua idéia sobre determinado tema.

Essa situação pode ser alterada? Percebemos que sim. Se por exemplo trouxermos para a sala de aula recursos tecnológicos, já que esse tema é algo que instiga e alimenta a curiosidade de nossos alunos.

O que demonstro aqui não é nenhuma novidade, mas ao mesmo tempo é algo que assusta alguns professores que continuam com o pensamento ao tradicionalismo, algo tão ultrapassado que muitas vezes não permite que construa algo novo e produtivo para ambos os lados, já que, o professor também constrói a sua inteligência com o seu aprendizado diário.