segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013



A todos que estão, estiveram e estarão presentes o meu muito OBRIGADA pela partilha de ESCUTAS e de TROCAS, pelos momentos de "GRITOS" e de "CHOROS" e pelas grandes ALEGRIAS a alma deseja tudo e ainda quer mais. De coração pequenos grandes Seres Humanos, obrigada. Gratidão por cada um de vocês serem o que são. Um excelente 2013 com muita Saúde e Paz, mas com muitas ATITUDES e COMPAIXÕES é isso que precisamos, é isso que o nosso Planeta Terra pede. 

Shalem Shalom Cynthia Marsola.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

sábado, 22 de dezembro de 2012

Gratidão e Boas Festas !!!


Gostaria que você soubesse, que me sinto muito honrada por ter partilhado em algum momento deste ano
de sua estória.
Gostaria que você soubesse, da importância  que você fez a você mesmo em seus pequenos grandes momentos pensando, sentindo e agindo em prol de si mesmo nos seus processos terapêuticos.
E para finalizar, gostaria que você soubesse o quanto você conseguiu sua transformação.
Parabéns caro Amigo Cliente, você merece!

Lhe DESEJO:


imagem: google


Estaremos em recesso do dia 22/12/2012 à 08/01/2013.
(emergências contate no celular)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Fábula - Mito do CUIDADO

imagem google
"Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro. Logo teve uma ideia inspirada. Tomou um pouco do barro e começou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu Júpiter.

Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom grado.

Quando, porém, Cuidado quis dar um nome à criatura que havia moldado, Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome.

Enquanto Júpiter e o Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da Terra. Originou-se então uma discussão generalizada.

De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa:


Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa criatura. Você, Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo quando essa criatura morrer.

Mas como você, Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver.

E uma vez que entre vocês há acalorada discussão acerca do nome, decido eu: esta criatura será chamada Homem, isto é, feita de Húmus, que significa terra fértil".


Por Leonardo Boff (Teólogo e Escritor) em seu Livro: " Saber Cuidar" - 18ª Edição - Editora Vozes; 2012.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Gratidão

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Convite !!!



Oi gente, bom dia! 

Para aqueles que estarão em São Paulo do dia 06 ao dia 08 de dezembro teremos a FEIRA ONG-BRASIL www.ongbrasil.com.br (Expo Center Norte) e para quem desejar conhecer a Unipaz São Paulo Capital estarei lá no Stand 661 no Sábado na parte da manhã. 

Venham nos prestigiar e de "quebra" ainda poderá levar um abraço 
e um sorriso. Aguardo vocês, Cynthia. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Show - Música Celta na Unipaz


Olam Ein Sof (Música Celta) - na Unipaz São Paulo Capital 




Cynthia Marsola e Nelma Sá assistindo ao Show.

sábado, 24 de novembro de 2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Fique ligado !!!



Retirado da Página da Revista Filantropia (Facebook)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Música para a Alma

Saiba DOMAR a fera que existe dentro de você...assim a PAZ pode reinar !!!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

domingo, 18 de novembro de 2012


Quando me amei de verdade
Kim e Alison McMillen

“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome: Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas vezes menos. Hoje descobri a Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é Saber viver!!! 

sábado, 17 de novembro de 2012

Filme: "Albert Nobbs"

imagem: google

O que você faria para ficar bem com você mesmo?

Você seria capaz de mudar o quê para suportar sua dor?

Um filme encantador sobre a personalidade humana.
"(...) Você não precisa SER nada além do que é (...)"

Se surpreenda com a capacidade que nós humanos temos de driblar nossos sentimentos mais delicados e
sobrevivermos.








quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Recomendo este filme !!!!

imagem: google
O que fazer com tantos sentimentos contraditórios? Como expressar   emoções se não encontrar o sentido das coisas?

Vida, Morte, Medos, Amor, Empatia, Alegria, Tristeza, Dúvidas, Auto-estima, Dor, Traumas - como continuar a SER aquilo que ainda não se sabe o que é?


Essa é uma pequena grande história sobre RELACIONAMENTOS (Familiares, pessoais e comunitários). Um garoto de 11 anos se surpreende após a perda de seu pai e a partir daí inicia uma grande busca, encontrar-se como um Ser Existencial de puro Amor.

Vale a pena assistir!




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aprendendo com as Tradições Espirituais

imagem: google
"O desejo é o jorro do mais primordial e profundo no ser Humano. (...) Entretanto, dois milênios e meio antes de FREUD, Buda já apontava para este horizonte. Em seu primeiro e notável DISCURSO, após a iluminação, o Desperto fala das QUATRO NOBRES VERDADES. A primeira afirma que a existência implica em sofrimento, a segunda decifra a causa do 
sofrimento: o desejo egoísta ou o apego ao desejo. A terceira postula a possibilidade de TRANSCENDER o sofrimento, pela superação do apego. E a quarta nobre verdade, prescreve a via do meio, que evita os extremos.

Neste cenário, Buda diferencia-se substancialmente de Freud, indicando para muito além de uma infelicidade suportável, introduzindo o centro flamejante, no interior do labirinto dos desejos, indicando a mandala de LUZ no coração da carência. Há uma solução (...) a compreensão justa, a ação justa, o pensamento justo, a palavra justa, o modo de vida justo, o esforço justo, a concentração justa e a meditação justa.

(Roberto Crema - Livro: Mensagens do Deserto - p.52)




sábado, 10 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Oportunidade !!!


--- Aprendendo sobre as Tradições Espirituais ---

Na TRADIÇÃO TUPY-GUARANI existem 3 níveis de Ancestralidade que são importantes para um CURADOR.

- A ancestralidade BIOLÓGICA que são as nossas raízes no mundo físico.
- A ancestralidade ANÍMICA que é tecida das forças que vem dos 4 elementos da natureza.
- A ancestralidade DIVINA que é a copa da árvore, isto é, a VIDA que vem pura e potente e é captada pelas folhas, pelos galhos, pela seiva da árvore e formam uma unidade.

Esses 3 níveis na visão Tupy defendem que a raiz verdadeira é no céu, é no grande espírito que na língua Tupy tem o nome de Nhamandú.

Gratidão ao Kaká Werá (Especialista na Cosmovisão e em Filosofia Tupy-Guarani) e por partilhar deste texto em minha formação (Unipaz São Paulo Capital), saudações caro amigo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Bom dia !!!


Tem dia que a gente acorda e quer porque quer SABER o porquê das coisas estarem do jeito que estão...Mas tem dia como HOJE por exemplo que não há necessidade de saber os porquês, só precisamos deixar as conexões nos penetrar, deixar o fluir e apenas SENTIR e para sentir tem que ser pelo CORAÇÃO...Por isso, minha imensa GRATIDÃO por todos que de certa forma cruzam ou cruzaram meu caminho e me fazem uma pessoa melhor a cada dia. Shalem Shalom. Excelente dia!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mudança

imagem: google
"Mudar o mundo,
é mudar o olhar.
Do olhar que estreita e subtrai,
para o olhar que amplia e engrandece.
Do olhar que julga e condena,
para o olhar que compreende e perdoa.

Do olhar que teme e se esquiva,
para o olhar que confia e atreve.
Do olhar que separa e exclui,
para o olhar que acolhe e religa.

Todos os olhares
num só Olhar.

O olhar da inocência
e o olhar da vigilância.
O olhar da justiça
e o olhar de misericórdia.

Todos os olhares
num só Olhar.
Olhar de criança que brinca,
na Primavera,
Olhar do adulto que labora,
no verão,
Olhar maduro que oferta,
no Outono,
Olhar de prece e de silêncio,
no Inverno.
O olhar de quem nasce,
o olhar de quem passa,
o olhar de quem parte.
Olhares da existência no Olhar de Essência.

Todos os olhares
num só Olhar.

Dançar de roda na órbita do olhar,
dançar de guerreiro em volta da fogueira do olhar,
dançar de Ser no olhar do Amor.
Dançar e brincar de olhar.

Olhar o porvir,
do instante que nasce,
no coração palpitante
da transmutação.

Viva o novo olhar!

Olhe a vida de novo!
Novo olhar, novo viver!

Mudar o mundo
É mudar o olhar.
É alto olhar,
Altar do olhar.
É ousar viver,
É viver no ousar.
É amar viver,
É viver para amar.
Só então partir,
Para o Grande Olhar.

Todos os olhares
num só Olhar.

Num mesmo Olhar.
Supremo Olhar.
Olha."


Roberto Crema, reitor da Universidade Internacional da Paz (Rede UNIPAZ)


domingo, 4 de novembro de 2012

Momento relax


Aproveitando um bom papo e um bom café com Heloisa HelenaAna MariaHelena MinasseVera Lucia e Ana Lúcia.

sábado, 3 de novembro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cacique Seattle -

imagem: google

Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz já mais de cento e cinquenta anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:
"Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão? A idéia não tem sentido para nós. 

Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, qualquer praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os gamos, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem, tudo pertence a uma só família.

Assim, quando o grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O grande Chefe manda dizer que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós.
A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada, e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida do meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais. 

Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e ensinar a nossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão.

Nós mesmos sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seus irmãos, o céu como coisas a serrem comprados ou roubados, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho.

Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada possa compreender.

Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.

O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que vossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.

Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.

 Assim, consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de búfalos a apodrecerem nas pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento.

Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos.

Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morreria de solidão espiritual. Porque tudo isso pode cada vez mais afetar os homens. Tudo está encaminhado.

Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza a as cinzas de nossos ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco; O homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra.

O homem não tece a teia da vida: É antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.

Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos.

 Nós o veremos. De uma coisa sabemos, é que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: Nosso Deus é o mesmo deus.

Podeis pensar hoje que somente vós o possuis, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.

Esta terra é querida dele, e ofender a terra é insultar o seu criador. Os brancos também passarão talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai a vossa cama, e vos sufocareis numa noite no meio de vossos próprios excrementos. 

Mas no nosso parecer, brilhareis alto, iluminado pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes.

Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. O fim do viver e o início do sobreviver."



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Minha Leitura do momento

imagem: google


Se você está procurando algo inspirador para ler, eu indico este livro.

A Autobiografia de Nélson Mandela - "Uma Longa Caminhada até a Liberdade".

Escolhi este livro porque buscava a história de um grande líder e incentivador no contexto pela Paz e Igualdade de Direitos Humanos.

Até este momento, (leitura) estou fascinada pela sua garra em defender tanto um povo - uma nação.





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

SOBRE O 'ATEÍSMO' (J. Y. Leloup)


imagem: google
Por Catarina Jean Leone

" É necessário que haja um entendimento a respeito das palavras: quando você diz 'ateu', diz 'aquele que não tem Deus'. Qual Deus ? Trata-se, muitas vezes, de uma imagem que nos foi ensinada. Algué
m pode ser ateu e crer na Vida, no Vivente que habita em nós. Ora, Deus é a Vida...As palavras são, muitas vezes, fixações; 'Sou ateu, sou isso, sou aquilo...

(...) Há ateus que dizem que Deus não existe, quer dizer, eles não fazem para si uma imagem e não dão nome preciso à à Realidade Última , o que não os impede de viver na intimidade desta realidade transcendente que ultrapassa os limites de seu ego. Existem caminhadas não religiosas...

(...) Todo ser humano, seja ele quem for, sejam quais forem as etiquetas, pode ter acesso à realidade de que falamos. Todo ser humano tem um coração, e este coração pode alargar-se, amando; todo ser humano tem uma inteligência, e esta inteligência pode ver claramente; todo ser humano pode abrir sua humanidade para aquilo que transcende sua humanidade...Então ele se torna verdadeiramente humano. "

Trecho de A montanha e o Oceano - cap.13
Jean Yves Leloup (Teólogo, Filósofo e Psicólogo)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Daniel Wurtzel - Vídeo surpreendente!

Eu vejo assim...estes dois tecidos se entrelaçando!

Sutileza e Profundidade
Consciente e Inconsciente
Visível e Invisível
Noite e dia
Homem e Mulher
Altos e Baixos
Saúde e Doença...
.
.
.
Os opostos e a impermanência dentro de cada um de nós.




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Poema - "O Momento da Decisão"


Por Adelson Guabiraba

Há decisões nesta VIDA
Que tomamos sem pensar
Não valorizamos o AMAR
E nem sabemos o que é doar
Cultivamos só feridas...

Há decisões nesta VIDA
Que buscamos só valor
E não sabemos que a dor
Nos fere por inoperância
Que unida a ignorância
Não nos deixa caminhar
Afasta-nos do praticar
Da regra pura do AMOR
Aumenta o nosso sofrimento
E nos falta discernimento
Ficamos estacionados
Totalmente perturbados
Sem forças para avançar.

Há decisões nesta VIDA
Que devemos entender
Que as lições vindas da LUZ
Ensinadas por JESUS
Não devemos questionar
Pois somos a criação 
Obra do SUPREMO CRIADOR
Praticar a FÉ COM AMOR
São as regras recebidas
Não somos absolutos
Nem os donos da VERDADE
Ainda nos falta a CARIDADE
Para avaliarmos a VIDA
Unidos pelo bem comum
Buscando a evolução
Entregando-nos de coração
Pela unificação total
Afastaremos todo mal
E assim salvaremos esta
NOSSA PASSAGEM...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Meditando !!!


Além de ESCUTAR com a alma, SINTA com o coração !




Oração do Amanhecer


imagem: google

Senhor


No silêncio deste dia que amanhece, 
Venho pedir-te a Paz
A sabedoria, a força. 



Quero olhar hoje o mundo
Com olhos cheios de Amor,
Ser paciente, compreensivo
Manso e prudente,
Ver além das aparências, teus filhos
Como Tu mesmo os vê, e assim...
Não ver senão o bem em cada um.



Cerra meus ouvidos de toda a calúnia,
Guarda minha língua de toda a maldade. 
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que eu seja tão bondoso e alegre,
Que todos quantos se acheguem a mim
Sintam Tua presença.



Reveste-me de Tua beleza, Senhor
E que no decurso deste dia,
Eu te revele a todos.




Francisco de Assis

terça-feira, 2 de outubro de 2012

sábado, 29 de setembro de 2012

Poema - "Alerta"

Por Adelson Guabiraba

Sou a Vida, sou a Luz
O Caminho e a Verdade
A base que te conduz
O Amor e a Bondade
Tudo aquilo que procuras
O remédio que te cura
A versão da fé mais pura
Seu irmão, eu sou JESUS.

Nas estradas que vagueias
Sou areia, e não as pedras
As mãos que a ti carrega
A esperança do seu futuro
O ar que respiras, puro
A total Evolução
Os pensamentos seguros
Da fome viva, o pão.

Sem Mim você não alcança
O PAI ETERNO DA LUZ
Sou o único caminho
A Verdade, e Não a Cruz
Sou o plano, sem espinhos
Sou a palha do seu ninho
Sem cobranças ou murmurinhos
Seu irmão EU SOU JESUS.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Crisálida - Poesia


Por Marizia Cezar

Bendita Crisálida Céu
bem dita crise Caminho       Terra do meio Céu
sã sandália meio bendito
do meio da crise Mar sola
assola solar sóis sois sinos
balanço voo pleno a sina
clima  dimensional cinta
sinta Consciência Integral
do meio Céu meio Terra  
                                             meio a meio bendita
                                             pálida Crisálida crise

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Poema - Dia da Árvore



Olha que SURPRESA! No dia da árvore nós recebemos um poema sobre o Logo de Consciência Integral!!!

Por Marizia Cezar

Poema
para a árvore
Consciência
Integral:
                                            árvore abraço árvore
                                            a fazer o amor fazer
                                            A PAZ Vem ZEN
Até mais
A CURA
do Planeta
nossa cura
Árvore dá
vida.


domingo, 16 de setembro de 2012

A Sombra Sagrada

imagem: google

Certa vez, houve um sábio tão bondoso que os anjos pediram a DEUS que o agraciasse com o dom dos milagres.

Os anjos desceram então até à Terra para perguntar ao sábio se ele queria uma bênção dessas: "Gostarias que o toque das tuas mãos curasse os enfermos?" "Não", respondeu o sábio, "eu prefiro que DEUS faça isso". Mas os anjos insistiram, "Então, gostarias de converter outros, trazendo para o caminho da verdade as almas errantes?" "Não", reafirmou o sábio, "eu apenas SIRVO, não converto". "Mas o que é que desejas então"? perguntaram os anjos. O santo refletiu por um momento e respondeu: " Eu gostaria de sempre poder fazer o bem, sem no entanto jamais saber disso".

Os anjos então ficaram perplexos. Finalmente, decidiram pôr em prática o seguinte plano: cada vez que a sombra do sábio se projetava atrás de si, ou a seu lado, onde ele não podia vê-la, ela tinha o poder de CURAR as enfermidades, aliviar a dor e diminuir a tristeza. E assim, sempre que o sábio punha-se a caminhar, sua sombra tornava verdejantes os caminhos empoeirados, desabrochava plantas murchas, fazia água cristalina jorrar de córregos ressecados, corava a pele de crianças pálidas e distribuía alegria para as pessoas infelizes.

O sábio, por sua vez, simplesmente ia seguindo sua vida, espalhando bondade do mesmo modo que a estrela emite luz e a flor exala perfume, sem jamais se dar conta disso. E as pessoas que o encontravam, respeitando sua humildade, seguiam-no silenciosamente, nunca lhe falando sobre seus milagres. Com isso, pouco a pouco elas acabaram se esquecendo do seu nome, chamando-o apenas de "A Sombra Sagrada".

Extraído do Livro: "A Ciência de Ser Feliz" - Dra. Susan Andrews.

sábado, 15 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A alfabetização da alma

-- Reportagem --

Roberto Crema - (Revista Correio Braziliense - 09/09/2012)

Maria Júlia Lledó (Jornalista)


À sombra de uma árvore, sentado no alto da escada da Casa do Silêncio, na Universidade da Paz, o psicólogo e antropólogo Roberto Crema indagou: "Para onde caminha a ecologia social? E o que estamos fazendo a respeito?" Entender o tema, que será discutido de 14 a 16 em um seminário na Unipaz, é necessário ir além do lugar comum. Definida no dicionário Houaiss como "ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si ou com o meio orgânico ou inorgânico no qual vivem", a ecologia pintada de verde pelos ambientalistas abrange outras cores e significados. O termo ecologia social, cunhado no fim do século 19 pelo geógrafo Elisée Reclus, é conhecido hoje pela interpretação conferida, na década de 1960, por Murray Bookchin. O filósofo afirmou que os problemas do meio ambiente estariam profundamente assentados em problemas sociais. Quer dizer, as ações da sociedade seriam capazes de provocar consequências positivas ou negativas na natureza. Reitor da Unipaz — espaço que há mais de duas décadas instrui aprendizes de diferentes carreiras a praticar uma postura holística na vida, no trabalho, na sociedade e no meio ambiente —, Roberto reflete sobre esse cenário. Com mais dúvidas que respostas prontas, questiona-se quanto ao caminho que tomamos diariamente, os resultados das escolhas individuais e a maneira como interagimos em grupo. À Revista, explicou melhor o que seria essa ecologia de carne e osso.
O que quer dizer ecologia social?
Primeiro, devemos pensar na ecologia em três esferas: a individual, a social e a ambiental. A ecologia individual tem a ver com as diversas dimensões do ser humano, com o corpo e a psique, enquanto a ecologia social corresponde a um cuidado com os outros e com o meio à volta. Nesse aspecto, dizemos que a saúde na ecologia social é sinônimo de justiça. Hoje, vivenciamos uma grande crise global, uma exclusão social, uma injustiça crônica, entre outras questões graves que pedem pelo cuidado de todos. Finalmente, a ecologia ambiental propriamente dita. Como dizia o poeta TT Catalão, "o meio ambiente começa no meio da gente."
Na prática, qual é o primeiro passo para um equilíbrio da ecologia social?
Mudar o mundo é mudar o olhar. De fato, a sociedade começa a se transformar nesse pedacinho de "praça pública" que cada um de nós encarna. Creio que a responsabilidade individual da transformação é introduzir ordem, harmonia, paz e saúde na ecologia social. Tudo começa na ecologia individual — nós, automaticamente, transpiramos aquilo que vivenciamos. A ecologia social é esse espaço onde habitamos: a família, que é uma célula de uma comunidade, que por sua vez é uma célula de uma nação que se encontra em crise. Uma crise bastante vasta porque nós sabemos que um dos grandes flagelos da ecologia social é a exclusão. Milhões de seres humanos estão excluídos e vivem abaixo do nível de pobreza. A maioria morre de fome e a minoria morre de medo de quem morre de fome. Mesmo assim, acredito que há boas notícias.
E quais são essas boas notícias?
Gosto de lembrar uma história que aprendi com um amigo, o rabino Nilton Bonder. Um dia, ele reuniu sua comunidade e disse: "Eu tenho uma boa e uma má notícia. A má notícia é que o teto da sinagoga está para desabar e isso vai nos custar 30 mil dólares. A boa notícia é que nós temos recursos para empreender a construção." Na mesma hora, alguém lhe perguntou: "E onde estão esses recursos, senhor?" Ele respondeu: "No bolso de vocês." Ou seja, nesse momento há uma má notícia, algo está desabando: um sistema que é insustentável do ponto de vista da ecologia ambiental, tendo em vista que estamos extraindo muito mais do que a natureza pode nos prover. Hoje, esse conceito de sustentabilidade é sabido de todos. Tanto que vimos as discussões no Rio de Janeiro, palco da Rio+20, no último semestre. Isso pede por uma iniciativa política emergencial. Sabemos que há dificuldades. A situação atual é mais grave que há 20 anos, na Eco 92. A ecologia individual em um cidadão precisa começar já. A única forma para contribuirmos efetivamente é introduzir qualidade no interior de nós mesmos. A natureza está no nosso interior e à volta. Precisamos cuidar do corpo físico, mas esse é só o da matéria — cada um de nós tem uma morada habitada por uma alma ou psique, que também precisa ser nutrida com pensamentos de qualidade. A partir dessa ecologia individual, cada um passa a ser um agente de saúde, contribuindo com sua família, seus vizinhos, sua comunidade.
Como definir a saúde integral?
O conceito da Organização Mundial de Saúde é de que saúde não é simplesmente a ausência de sintomas, mas a presença de um bem-estar psíquico, social, ambiental e espiritual — um conceito absolutamente holístico. Há três décadas, a própria OMS disse que todos precisamos ser agentes de saúde porque o planeta está enfermo. Então, da nossa parte, estamos buscando ressignificar esse conceito de terapia e de terapeuta. Se formos buscar a origem da palavra terapeuta, você vai se deparar com a tradição hebraica, com o início da nossa civilização judaico-cristã há mais de 2 mil anos. Eles eram ao mesmo tempo filósofos, sacerdotes, médicos e psicólogos. Os seus templos eram hospitais, escolas e jardins onde se cultivava esse potencial de excelência humana. Buscamos resgatar esse conceito. O que é um terapeuta? É alguém que cuida, não alguém que cura. É a natureza que cura — nossa função é cuidar. Já que nosso estado de saúde envolve um bem-estar psíquico, social, ambiental e espiritual, isso envolve todos nós. A tarefa do cuidado precisa ser democratizada. Precisamos de empresários terapeutas, de políticos terapeutas, de professores terapeutas para cuidar da ecologia social.
No entanto, o que vemos é uma descrença geral. Por quê?
Muitas vezes, nós achamos que não somos capazes de uma transformação social. As revoluções históricas fracassaram porque as pessoas tentaram mudar o mundo antes de tudo. Os verdadeiros líderes são aqueles que se transformaram primeiro. Escutaram o axioma dos antigos gregos: "Conheça-ti a ti mesmo e conhecerás o teu senhor." Na medida em que uma pessoa se transforma, ela passa a ser uma inspiração para os outros. A dificuldade de os jovens se crerem agentes da mudança faz parte de um certo desecantamento pelo qual estamos passando. Tanto que aqui, na Unipaz, promovemos a formação holística dos jovens, na qual falamos da totalidade do ser humano, da função de cada um como protagonista. Aqui, desenvolvemos o conceito da normose, da patologia da normalidade. Esse conceito é importante e está na fonte desse desencantamento.
O que seria a normose?
Uma patologia que surge quando o ambiente onde vivemos se encontra mórbido, injusto, doente, no qual perdemos a escuta, a noção do cuidado, onde a violência predomina e a corrupção faz parte do cotidiano. Passamos a aceitar tudo isso como se fosse algo normal. Então, a pessoa tida como normal, quando o sistema no qual vivemos é dominantemente desequilibrado, não é uma pessoa saudável, mas uma pessoa doente que mantém o status quo. Assim como a paz não é a ausência de conflito, a saúde não é a ausência de sintomas. Veja que algumas pessoas ditas saudáveis na sociedade apresentam sintomas quando precisam apresentar indignação, perturbação e angústias diante desses descaminhos. Existe a normose social, a pedagógica, a normose na saúde, na política, na governança. E os jovens percebem isso. Eles também não estão interessados em nossos sermões ou em alguém que diga a eles o que fazer. Os jovens estão interessados em testemunhos.
Então, o estado de normose é prejudicial à ecologia social? Qual seria o caminho para sair desse estado?
Não sou otimista nem pessimista. Tenho aprendido que ninguém transforma ninguém e ninguém se transforma sozinho. Nós nos transformamos no encontro. Acredito numa pedagogia, numa terapia de encontro. E os jovens, quando estão no contexto em que podem exercitar a autenticidade, falar do emocional, quando são convidados a entrar em contato com o universo dos sonhos — completamente desprezado na escola — podem sair desse estado. Mas para que haja uma cultura de paz nessa ecologia social, precisamos de uma educação integral. Uma educação que não meramente forme a pessoa para passar em vestibular. Uma educação integral é aquela que não apenas educa o cérebro, mas educa a alma. Há mais de 20 anos, falamos de três inteligências: a emocional, a relacional e a onírica, que está relacionada a um cuidado com os sonhos, que fazem uma reportagem do seu momento existencial e apontam direções criativas. Estou falando de uma alfabetização psíquica: colocar a alma nos bancos escolares. Uma educação integral não é apenas aquela que ensina a pessoa a crescer com as informações, mas aquela que ensina a discernir.
Você consegue manter em equilíbrio essas três ecologias?
Esse é um desafio diário. Nós sempre podemos dar o passo seguinte. Nunca estamos prontos, e a percepção do inacabamento é importante. Até o último suspiro, um ser humano pode aprender. Agora, nos bons momentos, sou capaz de silêncio, daí pode brotar uma paz interior e isso pode transpirar nas minhas relações. O importante é dar esse primeiro passo para a ecologia individual, que se irradia para a social e, logo, para a ambiental. Senão, veremos apenas esses descaminhos e desigualdades a que muitos se acostumaram. Gosto de dizer o seguinte: os antigos navegantes falavam que o pior naufrágio não está no enfrentamento das ondas do mar, do vento etc. O pior naufrágio é não partir.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Por Dentro do Cérebro – Entrevista com o neurocirurgião


Dr. Paulo Niemeyer Filho – Revista Eletrônica Poder


Dr. Paulo Niemeyer Filho, é filho do lendário Neurocirurgião Paulo Niemeyer, microneurocirurgia da Pioneiro no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer. Dr. Paulo escolheu a medicina ainda adolescente. Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres. De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina.
Ao todo, sua formação levou 20 anos de Empenho absoluto. Mas foi uma recompensa à altura. Apaixonado por seu ofício, Dr. Paulo Chefia hoje os Serviços de Neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde opera e atende de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no Curso de Pós Graduação em Neurocirurgia da PUC-Rio.
Por suas mãos passaram já o músico Herbert Vianna – de quem cuidou em 2001, depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio -, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader, o diretor de televisão Estevão Ciavatta – marido da atriz Regina Casé, além de outros Centenas de pacientes, muitos deles representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.

Revista Poder – O que fazer para melhorar o cérebro?
Dr.Paulo Niemeyer: Você tem de tratar do Espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a auto-estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto-estima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?
PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma… Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?
PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma seqüela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?
PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?
PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro ir muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?
PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?
PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?
PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

PODER: Você acredita em Deus?
PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: “Ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: “Graças a Deus!”.
Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.

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