quarta-feira, 28 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

Prem Rawat em São Paulo



Prem Rawat é um Líder da Paz, indiano e fundador da "Fundação Palavras de Paz". Está de passagem com sua turnê pelo Brasil, em São Paulo estará em abril. Para conhecer mais seu trabalho acesse: http://www.wopg.org/

Para solicitar o seu convite gratuitamente para o evento nos dias 10 e 11 de abril, acesse: http://www.wopg.org/venha-para-um-evento-na-america-do-sul

Local: Teatro Bradesco no Shopping Bourbon, Rua Turiassu, 2.100 - Perdizes.

domingo, 25 de março de 2012

Surpresas da Vida.



















Não poderia deixar de compartilhar um PRESENTE que a vida me proporcionou.

Domingo passado, eu estava no parque da aclimação aguardando para a gravação do FESTPAZ quando fui surpreendida por uma garotinha muito linda, correndo e brincando. "A vida nos mostra que sempre há momentos para desejar o bem e demonstrar o amor basta um simples movimento, a abertura do coração".

Surge então a pequena Isis, iluminada e com muito amor em seu coração logo foi me contagiando e eu não pude me conter, aceitei e fui estendendo os meus braços a ela e em segundos lá estava Isis em meu colo.

Como estava com minha máquina uma colega registrou o momento e com a permissão de seus pais segue a sutileza. Ah! Detalhe seu amor é tão grande que ela dividiu conosco participando do Calendário Happy Down.

Sucesso e muita paz a ti e aos seus pequena grande Isis.



terça-feira, 20 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Os Estatutos do Homem (poesia)



Por Thiago de Mello (poeta)
(Ato Institucional Permanente)
A Carlos Heitor Cony

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

Santiago do Chile, abril de 1964
www.revista.agulha.nom.br/tmello.html

segunda-feira, 5 de março de 2012

III Festival Mundial da Paz - 6 a 9 de setembro de 2012

EVENTO será em São Paulo - Quer ser voluntário do III Festpaz? Precisamos de pessoas que possam traduzir para o inglês e espanhol, que possam cooperar com a gestão do temático, apoiar na divulgação pela internet e mais uma dúzia de atividades. Registre-se na UNIPAZ sua disponibilidade. Desde já vibramos gratidão!

Mais informações procure a rede UNIPAZ
www.unipazsp.org.br

sábado, 3 de março de 2012

Inexplicável...bela imagem

Vida...Compaixão...Amor...Nascimento !


sexta-feira, 2 de março de 2012

"O Cuidado Integral" - Roberto Crema



Por Roberto Crema (Psicólogo e Antropólogo - Reitor da Universidade Internacional da Paz, Rede UNIPAZ).


Há cerca de trinta anos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um apelo vigoroso, que assim podemos resumir: Todas as pessoas precisam se tornar agentes de saúde, pois o planeta inteiro está enfermo!

Considero o Colégio Internacional dos Terapeutas, CIT, uma resposta inteligente e efetiva a esta convocação da OMS, sobretudo pela resignificação do conceito de terapia como uma arte de cuidar, aplicada à ecologia individual, social e ambiental.

Na abordagem do CIT, a função do Terapeuta é a de cuidar da saúde, de forma preventiva – e não a de somente se ocupar da doença, que significa o fracasso da terapia. Por esta razão é que, na tradição chinesa, a pessoa deixa de pagar aos seus Terapeutas, quando se torna doente... A tarefa fundamental do Terapeuta é a de levar o individuo, a sociedade e o meio-ambiente a um estado crônico de saúde.

Por outro lado, a própria OMS nos lembra que a saúde não é um mero estado de ausência de doenças. Antes, trata-se de um estado de bem-estar psicossomático, social, ambiental e espiritual. Inspirados nesta lúcida definição, o CIT do Brasil classifica os Terapeutas em três categorias: a clínica, destinada aos médicos, psicólogos, enfermeiros, etc.; a social, destinada aos educadores, empreendedores, políticos, etc. e a ambiental, destinada aos biólogos, arquitetos, ecologistas, etc. É fundamental democratizar a função terapêutica, pois a crise que estamos vivendo é a de falta generalizada de cuidado.

Lembro-me de uma passagem, didática e divertida, de um notável Terapeuta da tradição tibetana, Chagdud Tulku Rimpoche. Ao iniciar um seminário, na Universidade Internacional da Paz - UNIPAZ de Brasília, numa véspera do Dia das Mães, ele nos disse, com o seu jeito transparente e risonho, que não importa para onde nos voltemos, sempre há espaço a nossa volta. E que no espaço contido na ponta de uma agulha, há milhões de seres, visíveis ou não. E que todos estes seres já foram nossas mães! Afirmou, em seguida, que logicamente temos que pagar quando contratamos alguém para cozinhar, cortar a grama de nossos jardins e lavar as nossas roupas. Prosseguiu, então, constatando o óbvio de que todos nós fomos cuidados, quando bebês, durante muitos anos, por pessoas que zelaram por nossa alimentação, sono e saúde. Chagdud Rimpoche terminou esta reflexão nos indagando: “Já pensou se eles lhe apresentarem a conta?”...
Eis uma lição esquecida: todos nós somos filhos e filhas do Cuidado. E o Terapeuta é alguém que encarna, em algum grau, a arte de um cuidado integral.

O cuidado terapêutico solicita uma escuta ampla e inclusiva, bem como uma hermenêutica aberta, que não se circunscreve às meras explicações analíticas, capaz de também fazer a leitura dos múltiplos sentidos da enfermidade, já que o sintoma pode ser compreendido como uma resposta da inteligência profunda do organismo, que denuncia uma contradição ou um desvio existencial. Sobretudo, trata-se de jamais considerar o outro como um “doente” ou um “objeto a ser tratado e reparado”. Reconhecer a nobreza inerente ao semblante humano, na sua condição de Sujeito, talvez seja a característica mais fundamental do verdadeiro Terapeuta.

Uma das dez orientações maiores do CIT, concebidas por Jean-Yves Leloup, é a ética da bênção. Abençoar é ser capaz de dizer uma boa palavra com um bom olhar. Jamais rotular e reduzir o outro a uma doença, que é sempre um processo, um momento de passagem. A autêntica conexão terapêutica é com a dimensão do Sujeito que o outro encarna, apesar de todas as feridas e os sofrimentos inerentes à condição humana. Diz o poeta Pablo Neruda:

Se cada dia cai dentro de cada noite,
então há um poço onde a luz está retida.
Basta sentar ao lado deste poço
e pescar luz caída,
com paciência.


O Terapeuta é um pescador de luz caída... Com benevolência e paciência ele se conecta com a nobreza intrínseca a cada ser humano, fazendo aliança com o seu melhor. O mais imprescindível é se conectar com a essência luminosa que se encontra no âmago de tudo e de todos. Pois é a partir da luz que a escuridão se desfaz...

Há um segredo importante: o olhar é estruturante. Fixar o olhar nas deficiências do outro, estrutura as mesmas no outro... e em si mesmo. Fixar o olhar no melhor do outro, estrutura este melhor no outro... e em si mesmo. A porta na qual batemos é a que vai se abrir, naturalmente. O Terapeuta é quem bate na porta da saúde e da plenitude, sem deixar de também cuidar do sofrimento e do sintoma. Cuidar, cuidar-se.

O ícone que se tornou o símbolo do CIT no Brasil é a imagem do Unicórnio. O seu chifre não-dual simboliza a integração do hemisfério do saber com o do ser, da razão com o coração, da sensação com a intuição, da efetividade com a afetividade, do masculino com o feminino, da análise com a síntese. Segundo uma antiga escola de sabedoria, o chifre do Unicórnio representa a memória original da Luz.

Penso numa estória que aprendi com o amigo Rabino Bonder: Um velho rabino reuniu o seu povo numa grande assembléia e anunciou: “Tenho uma boa e uma má notícia para contar. A má notícia é que o teto da nossa sinagoga está para desmoronar e a reconstrução custará milhares de dólares. E a boa notícia é que nós temos os recursos para empreender esta obra”. Depois do sobressalto inicial, todos suspiraram de alivio. Então, alguém indagou: “E onde estão estes recursos, senhor?” E o sábio respondeu: “No bolso de vocês!”


Se o frágil teto da nossa civilização encontra-se desabando, sob o peso de suas próprias contradições – egocentrismo, perda dos valores fundamentais, violência, corrupção, degradação ambiental, cinismo, desamor... – é bom lembrar que não nos faltam os instrumentos para apreender um processo de reconstrução. Com os recursos, que se encontram nos bolsos de nossas mentes, almas e consciências, somos todos convocados para um mutirão de cuidado inclusivo, total, essencial. Trata-se de transmutar a crise de demo-lição numa ocasião de reconstrução. É tempo de conspirar pelo Templo do Cuidado... antes que seja tarde demais.

quinta-feira, 1 de março de 2012