quinta-feira, 28 de abril de 2011

Alegría - CIRQUE DU SOLEIL

DIA ESPECIAL...COMEMORAÇÃO ESPECIAL !!!

Paz a todos e muita, mas muita ALEGRIA em vossas ALMAS.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mãos que falam olhos que escutam...






O Surdo e a Sociedade

Evelyn Barbi
Publicitária e estudante de pedagogia
Colaboradora do projeto aqui no blog

Neste momento enquanto lê este texto, com certeza deve estar ouvindo algo, o som da televisão, a voz de alguém, o som de um passarinho ou de um tic-tac de um relógio, esses sons do nosso cotidiano acabam passando despercebidos, pois isso faz parte do nosso senso comum, só notamos quando realmente paramos para prestar a devida atenção.

Agora imagine só, você não conseguir ouvir nenhum desses sons, ou pior não conseguir se comunicar com outra pessoa é isso o que a grande maioria dos surdos sente, pois eles sabem se comunicar, más nós que somos ouvintes não sabemos nos comunicar com eles, e é assim que eles acabam vivendo, num mundo silencioso onde o surdo tem a sensação de que está sozinho, onde ninguém está o vendo. Porém hoje os surdos estão lutando pelos seus direitos, pois é importante lembrar que a inclusão é responsabilidade social e a comunidade surda deve ser vista e levada a sério.

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos podem sentir-se desconfortáveis diante do “diferente”. Mas esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não – deficientes.

Ao tratar uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, estaríamos ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, não estaríamos nos relacionando com ela, mas com outra pessoa, que não é real, isso não é inclusão, incluir é saber lidar com as diferenças e aprender com elas.

A deficiência existe e é preciso levá-la na sua devida consideração. Neste sentido torna-se de grande importância não subestimar as possibilidades, nem as dificuldades e vice versa. As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades, mas por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todos.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas a respeito da sua deficiência ou sobre como ela realiza algumas tarefas. Quando alguém deseja alguma informação de uma pessoa deficiente, o correto seria dirigir-se diretamente a ela, e não a seus acompanhantes ou intérpretes. Segundo professores, intérpretes e os próprios surdos, ao se tomar alguns cuidados na comunicação com o surdo, confere-lhe o respeito ao qual ele tem direito.

Também não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem à leitura labial, e podem fazer muitos sons com a garganta, ao rir, e mesmo ao gestualizar. Além disso, sua comunicação envolve todo o seu espaço, através da expressão facial-corporal, ou seja, o uso da face, mãos, e braços, visto que, a forma de expressão visual- espacial é, sobretudo importante em sua língua natural.

A primeira língua utilizada pelos surdos deve ser a língua de sinais, pois ela servirá de base para aquisição da segunda língua. Assim, a língua do país de origem do surdo deve ser na verdade sua segunda língua, no caso do Brasil seria o Português.

A chave de uma boa comunicação com uma pessoa surda é o contato visual. Quando duas pessoas
conversam em língua de sinais é considerado rude desviar o olhar e interromper o contato visual. Uma das dificuldades em entender a Língua Brasileira de Sinais é a nossa falta de treino na grande tarefa e habilidade de escutar com os olhos, é preciso exercitar os nossos olhos para ver mais belezas que os fracassos, belezas que o nosso senso comum não nos deixa ver.

A língua de sinais é basicamente produzida com as mãos, sendo auxiliada pelos movimentos do corpo e da face, que desempenham diferentes funções, permitirá que os surdos constituam uma comunidade lingüística diferente, e não que sejam vistos como um desvio da normalidade. Mas ela ainda é utilizada por um grupo muito restrito, os quais vivem em desvantagem social de desigualdade e que participam limitadamente na vida da sociedade majoritária.

As LIBRAS permitem ao surdo uma forma de comunicação diferente que deve ser respeitada, pois se trata de uma língua legalmente reconhecida, apesar de apenas uma minoria utilizá-la. Além disso, são os ouvintes que fazem dela um problema, uma vez que não conseguem entende-la. Os surdos hoje estão ocupando espaços, e é bom você ouvinte se atualizar e aprender a respeitar os surdos, pois esse mundo silencioso que citava o início do texto para o surdo logo não vai existir mais, porém se você ficar de braços cruzados esperando a inclusão bater na sua porta, aí sim o mundo se silenciará para você, portanto faça parte da festa das diferenças, aprenda conviver com elas, e seja um cidadão mais consciente e feliz.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Música - DNA

Prestem atenção nesta LETRA.
Paz e boa reflexão.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Simplesmente, AME...

-Você tem vergonha de dizer o que senti? - E dizer que AMA? - Se você deixar para amanhã, o amanhã pode NUNCA chegar? - Querer é poder...é fazer ACONTECER.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tecnologia Educacional e o Professor



Por Agatha Gonçalves

(Pedagoga e Pós-Graduanda em Tecnologia Educacional -
Colaboradora do Projeto aqui no blog)

Percebemos que o uso das tecnologias se faz presente no nosso cotidiano, são ferramentas que nos impulsionam a ampliar o ciberespaço e a disseminar a cibercultura, portanto são condições de ordem social, cultural e também de cidadania, é um processo na sociedade que está em movimento e não temos a opção de deixar de participar e muito menos afastar nossos alunos desta realidade. Se participarmos, podemos colaborar com a nossa sociedade de maneira significativa, se não participarmos deste momento, ficaremos perdidos no tempo, considerados infoexcluídos.

De um lado, os nossos alunos estão cada vez mais ligados as tecnologias, realizam diversas atividades com o computador ao mesmo tempo, tem o HD e o celular como partes de seus corpos, como extensão das suas memórias, criam formas de se comunicar quando fazem abreviaturas no comunicador instantâneo ou utilizam de emoticons para expressar seus sentimentos, com suas câmeras registram tudo o quiser ou quando tem dúvidas, recorrem ao Google e em segundos encontram milhares de site sobre o assunto.

Do outro lado ainda encontramos alunos que não tem acesso as novas tecnologias, e a escola como matriz de cultura deveria ter a responsabilidade de dar pelo menos as mínimas condições aos educandos deste acesso e introduzi-los a nova maneira de relacionar-se, pensar, já que a sociedade e o mercado de trabalho exigirão conhecimentos sobre o assunto. Não é só ter máquinas, é ter um uso que realmente acrescente na vida do educando.

Entre professores e as tecnologias, não deve haver competições, desde que os professores percebam as necessidades e a transição da sociedade de hoje e dos próximos anos. Temos disponíveis na rede muitas informações mas cabe ao professor mostrar como devemos aprender e não dar respostas prontas.

Para garantir boas aulas, não dependemos de máquinas de última tecnologia, pois a boa aula depende exclusivamente da postura do professor e do seu comprometimento com o desenvolvimento do educando. O mundo tecnológico avança cada vez mais rápido e não conseguiremos ficar presos aos mesmos recursos, pois os mesmos se tornam obsoletos ou são superados por outros novos:


A competência do professor deve se deslocar no sentido de incentivar a aprendizagem e o pensamento. O professor se torna um animador da inteligência coletiva dos grupos que estão em seu encargo. Sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão das aprendizagens; do incitamento à troca de saberes, à mediação relacional e simbólica, a pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem. A proposta é um aprendizado contínuo. (Setton, 2010.)

Enquanto houver resistência a cultura digital e a entender que estamos diante de uma nova realidade que nos exige nova postura, nossos alunos ainda continuarão se relacionando com a tecnologia e a escola será o lugar menos prazeroso de se estar e o que menos pode acrescentar de verdade na vida deles, perdendo sua credibilidade e deixando a desejar na sua participação na socialização do indivíduo, e aos que não acessam, resta a esperança de a escola os dê estas condições de socialização com os dias atuais. Não é modismo e sim uma ponte para que o educador deixe de lado a velha postura para assumir uma nova condição dentro da sala de aula, onde "o ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a produção ou a construção." (FREIRE, 1996).

"Pela primeira vez, a formação de um indivíduo pode se tornar obsoleta com o passar de alguns anos de diplomação." (Maria Graça J. Setton)

Referências:

-Paulo Freire- Pedagogia da Autonomia;

-Maria Graça J. Setton- Mídia e Educação.