sábado, 14 de novembro de 2009

MEDIUNIDADE



Por Cynthia Marsola
Psicóloga

Amar e Instruir... Está é a lei.

“Se és médium, procura analisar a tua vida. Mas faze isso todos os dias e exige de ti mesmo uma mudança, se for o caso. (...) obedeça à lei da harmonia, mas... que nunca pare de modificar-se, para melhor...”

...Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium...


A mediunidade é uma faculdade PSÍQUICA que independe de rótulo religioso. Encontramos sua presença em quase todas as crenças. Os grandes líderes religiosos, os mártires e os gênios da humanidade são intérpretes dos espíritos, como: Papa, Buda, Brama, Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, Joanna D’arc, A. Einstein, etc...
Portanto, o médium serve de instrumento de cura e um ponto de apoio para as criaturas em desequilíbrio. No entanto, é necessário que ele se prepare, antes de ajudar aos outros, para saber como convém ajudar, comenta Maia (6ªed.)

Baccelli (2001), Por ser uma faculdade psíquica que necessita de tratamento, a maioria dos médiuns, surge em meio a grandes PERTURBAÇÕES... Se não exercer a vigilância sobre si mesmo, o sensitivo encarnado estará sempre sujeito às sugestões das trevas...

Todo início é delicado e difícil, requer do médium muita paciência, força de vontade e perseverança e, se ele não fizer um trabalho constante de conscientização e transformação interior que o auxilie nessa jornada, poderá ser diagnosticado com desequilíbrios mentais e será tratado como tal, com medicações.

Mediunidade em desarmonia

Segundo a revista Cristã de Espiritismo, os sinais mais comuns do aparecimento da mediunidade em desarmonia são: cérebro perturbado, sensação de peso na cabeça e ombros, nervosismo (sem motivo), desassossego, insônia, arrepios, sensação de cansaço geral, calor, falta de ânimo para o trabalho e tristeza profunda ou alegria excessiva sem saber a razão.


“NINGUÉM RECEBE O QUE NÃO MERECE.”


Quanto aos médiuns serem assediados - Miranda, Hermínio C. (2000), comenta: ”O médium sem experiência e sem entendimento do que está se passando com ele, está exposto a assédios de antigos comparsas ou espíritos teleguiados, empenhados na tarefa de criar complicações, especialmente por causa do trabalho que irá iniciar ou que já iniciou... Às vezes, os espíritos aparecem com idéias sutis, com ameaças e advertências mirabolantes, prometendo fenômenos insólitos...”

Franco e Teixeira (2002), pergunta: É possível ao médium distinguir as alterações psíquicas e orgânicas que lhe são próprias das que estão procedendo dos espíritos desencarnados?

Um dos componentes essenciais do médium deve-se ser o de estudar-se. (...) Estaremos sempre em sintonia com espíritos de comportamento idêntico ao nosso. Daí, o médium vai medindo as suas reações, suas mágoas, ciúmes, invejas, e irá identificando as reações positivas, a beleza, o desejo de servir. Por fim, aprende a selecionar quando é ele e quando são os espíritos que estão agindo por seu intermédio.

Segundo o livro dos Médiuns de Allan Kardec, (20ª ed. 1998), os médiuns se dividem em tantas variedades quantas são as espécies de manifestações. As principais são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, auditivos, falantes, videntes, sonâmbulos, curadores, pneumatógrafos, escreventes ou psicógrafos.

Mas, a mediunidade não traz só dificuldades aos novos médiuns que ainda não compreendem como utilizar tal “ferramenta” em prol dele e dos outros, ela traz a oportunidade de reajuste no processo de evolução para o médium dedicado e perseverante, ela traz consolação, ensinamento, compaixão pela dor alheia e acima de tudo, gratificação, por poder compartilhar com outros seres, a fase de transformação.

Obras Citadas.

- Baccelli, Carlos A. – “Conversando com os Médiuns”/ Carlos A. Baccelli, Odilon Fernandes – Uberaba, MG: Livr. Espírita Edições “Pedro e Paulo”, 2001.

- Franco, Divaldo P. – “Diretrizes de segurança: um diálogo em torno das múltiplas questões da mediunidade”/ Divaldo P. Franco, J. Raul Teixeira/ 9ªed. – Niterói: Fráter, 2002.

- Kardec, Allan – “O livro dos médiuns e dos doutrinadores/Allan Kardec: tradução da 2ª ed. Francesa por J. Herculano Pires. São Paulo – LAKE, 1998.

- Maia, J. N. – “Segurança Mediúnica” / pelo espírito Miramez – 6ª ed. Editora Espírita Cristã Fonte Viva. Belo Horizonte – MG – Brasil.

- Miranda, Hermínio C. – “Diversidade dos carismas: teoria e prática da mediunidade”/ Hermínio C. Miranda 3ªed. Niterói, RJ: Lachâtre, 2000. V2.

- Revista Cristã de Espiritismo – Ano 01 – Nº 1 – Editora Escala


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

FILMES REFLEXIVOS




Título: Invictus. A reflexão sobre o PERDÃO e a COMPAIXÃO...reinam neste filme.












Título: A Troca. A auto-confiança é a força de qualquer mãe.










Título: Voltar a Morrer. Vale à pena conferir está trama.











Título: Sete Vidas.
Para fugir de uma culpa, homem começa a salvar vidas.








Título: O Curioso Caso de Benjamin Button. Um homem começa a sofrer, pois começa a rejuvenecer.












Título: Profecia Celestina. Um manuscrito sobre possíveis mudanças para a humanidade está para ser descoberto...










Título: Babel.
Uma viagem no Marrocos pode mudar a vida de um casal. Será?




Título: Uma Vida em Sete Dias.
Ter tudo na vida basta...













Título: Efeito Borboleta. Um estudante de psicologia, descobre como voltar no tempo e tenta alterá-lo. Mas em cada retorno, descobre um presente que poderá ser muito amedrontador. O que fazer?






Título: Em busca da terra do nunca. Um grande literário necessita de novas inspirações. O que será que vai acontecer?










Título: Uma Jornada da Alma. Hospital Psiquiátrico, Ética, Amor... são questões reflexivas neste filme.










Título: O Conde de Monte Cristo. Dica boa para treinarmos nossa SOMBRA (conceito de C.G.Jung).












Título: La Vita è Bella. Pai vai para o campo de concentração e lá utiliza de possibilidades para educar seu filho.









Título: Horton e o mundo dos quem! Horton é um elefante que adora brincar, mas quando ouve um pedido de socorro, vai verificar.








Título: Poder Além da Vida.
Talentoso ginasta com sonhos Olímpicos, tem tudo... porém, ainda não sabe quem o é.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

TERAPIA DE VIDA PASSADA (T.V.P)



Por Cynthia Marsola
Psicóloga

A terapia de vida passada é uma abordagem psicoterápica transpessoal (considera o homem um ser bio- psico- social/cultural e espiritual), que utiliza-se dos estados alterados de consciência (E.A.C) e da hipótese de trabalhar com a reencarnação.
Ela pode ocorrer espontaneamente ou provocada. Espontânea, pode ser através de sonhos recorrentes ou quando algum fato do dia-a-dia remete a uma lembrança inconsciente, aí tem-se a sensação de já ter vivido ou sentido tal situação. Provocada, se obtém através de técnicas cujo objetivo é a melhora do indivíduo.

Seus objetivos são:

- a mudança de comportamentos, valores, atitudes, crenças, reações emocionais e físicas;
- facilitar caminhos de transformação no aqui e agora;
- mudança na perspectiva do Eu;
- mudança da meta existencial para atingir seu propósito individual - pessoal e ampliando com o Cósmico.

Nesta abordagem, a técnica que o profissional utilizará como ferramenta será a regressão de memória, mas não é exclusiva, existem outras formas de se levar o indivíduo a um E.A.C.

- Como funciona?

Resp: O indivíduo procura um profissional especializado e responsável na técnica, faz algumas sessões para o levantamento de dados sobre a queixa em que denominamos de anamnese e estando de acordo e apto prosseguimos com o tema que o cliente quer trabalhar.

Segundo M. Menezes (2009), o indicado é buscar conteúdos que mesmo estando inconsciente para o indivíduo, interfira na dinâmica de sua vida atual quer através de reações inadequadas, dores físicas, emoções desproporcionais, comportamentos distorcidos ou qualquer outro aspecto que represente dor, desconforto, conflito ou sofrimento.

Quando dizemos inconsciente aqui, nos referimos aos seus conteúdos de experiências ocorridas ao longo da trajetória existencial do indivíduo, e isto inclui as vivências passadas, de períodos intra uterinos desta ou de outras encarnações, perinatal, primeira infância ou qualquer outra fase do desenvolvimento da personalidade atual – e que atuam de forma significativa na estruturação da personalidade. Isto define, quando esta terapia deve ser aconselhada.

- Tem alguma restrição?

Resp: Sim. Para os casos de psicoses, para as pessoas sobre o efeito de entorpecentes, as gestantes ou por simples curiosidade.

- Quantas sessões são necessárias?

Resp: Não existe um número específico de sessões, mesmo porque cada pessoa possui uma necessidade.

- Existe algum perigo de eu não voltar de uma regressão?

Resp: Não, pois o procedimento ocorre o tempo todo com o cliente consciente, portanto pode ser interrompido o momento em que desejar. Mesmo porque ele não vai a lugar nenhum, o que ele presencia são imagens como se ele estivesse numa cena de um filme (como se estivesse atuando), como quadros ou como se estivesse vendo a cena de fora do ocorrido (como se estivesse na platéia). E de acordo do como vê, sente, que poderá ser no emocional ou no físico. É o que denominamos de Catarse (grego: Katharsis = purgação – a liberação e a descarga emocional que podem ocorrer durante diversos tipos de psicoterapias).
Mas, isto é, de pessoa para pessoa, mesmo porque cada um possui um tipo de sensibilidade e de percepções extra-sensoriais.

- Sou espírita, será que é certo eu lembrar do meu passado?

Resp: Claro que para todas as regras existem exceções. Não vamos deixar de auxiliar aquela pessoa que por alguma razão está tendo regressões espontâneas ou aquela outra, que já procurou um diagnóstico médico para suas dores e não encontra nada, e continua com algum desconforto. Mas para as pessoas que não possui uma queixa específica e consegue conduzir sua transformação sozinha não há necessidade de “cutucar a onça com vara curta”.
Agora dizer se está certo ou errado, quem somos nós, o importante é auxiliar a pessoa no seu desconforto e entender que sempre tem um aprendizado no que nos acontece.


Esta técnica, bem sabemos, é também muito aplicada na terapêutica espírita com nossos irmãos em processo de desobsessão. Esses irmãos cristalizados em ódio, onde muitos cometeram crimes hediondos a espiritualidade utiliza de recursos que o levem a assistirem diante de si, projetando em telas, cenas as quais demonstram passagens de suas vidas anteriores, com o propósito do arrependimento, conduzindo-os ao despertamento e o auto-perdão.

O propósito do retorno ao passado, seja do encarnado ou do desencarnado em E.A.C é sempre na condição de uma reavaliação, um aprofundamento nas raízes psíquicas do sofrimento e conseguir desligar-se das situações atuais das quais não faz mais parte.

Segundo S. C. Schubert (2003), “A T.V.P é conquista muito importante, recentemente lograda pelos nobres estudiosos das 'ciências da alma'. (...) mas ainda devemos considerar que cristalizações de longo período, no inconsciente, não podem ser arrancadas com algumas palavras e induções psicológicas de breve duração. (...)

(...) O espírito que está sendo levado à regressão assume, então, a personalidade de cada época que está sendo desvendada, nas quais localizará as nascentes de seus sofrimentos, as suas quedas e desvios, conscientizando-se afinal que não é este o caminho da felicidade.

A regressão é sempre um impacto decisivo para a motivação dos espíritos às mudanças no curso de suas vidas.

Para Woolger (2008), existem 4 maneiras de considerar as vidas passadas:

1. Abordagem paranormal: inclui a percepção de vidas passadas e o transe mediúnico.

2. Abordagem parapsicológica: favorece uma investigação científica e experimental da hipótese da existência de vidas passadas.

3. Abordagem religiosa: apresenta ou explica a reencarnação como artigo de fé.

4. Abordagem psicoterápica: usa a regressão a vidas passadas em benefício da transformação terapêutica.



Referências:

- Menezes, M. - “Apostila do curso de formação – do Instituto Vita Continua”. São Paulo – 01/2009

- Revista Cristã de Espiritismo – Ano 04 – nº 22 – Editora Escala.

- Schubert, S. Caldas - “ Os poderes da mente” - São Paulo – Editora Bezerra de Menezes, 2003.

- Woolger, R. J - “As várias vidas da alma”. - Editora Cultrix – S.P. - 2008.